Brasil quer ampliar participação dos serviços na exportação

Marcelo Maia2O Brasil espera ampliar, nas próximas décadas, a participação do setor de serviços na exportação, segundo Marcelo Maia, secretário do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Segundo último levantamento do Banco Central, de 2015, os serviços responderam por 1,91% das exportações brasileiras e 4% das importações. (mais…)

5 relógios com caveiras apresentados em 2017

O uso de caveiras em peças de roupas e acessórios é uma tendência que vem permeado o mundo da moda há alguns anos. De maneira mais lenta, os crânios também passaram a chegar no universo da relojoaria. É cada vez mais frequente a apresentação de edições especiais com o uso da caveira, que é uma referência à expressão latina “memento mori”, que significa “lembre-se que você é mortal”. As peças fazem uma alusão ao Carpe Diem, para aproveitar a vida de maneira intensa.

Boa parte destas peças tem como foco especialmente o mercado mexicano, país onde a alta relojoaria opera com força na América Latina. Em sua maioria, estes relógios são uma edição limitada ou mesmo peças únicas, que aumentam o valor de revenda e o poder de desejo do consumidor final.

Leia, abaixo, uma lista com cinco relógios que adotam tal filosofia e que foram apresentados ainda em 2017:

MP da Oi pode liberar intervenção em térmicas, portos e outros setores

A Medida Provisória (MP) que o governo prepara para tornar viável a intervenção na Oi altera a Lei de Falências e, com isso, pode trazer consequências para outras empresas de alguns setores que sejam “concessionárias de serviço público ou de prestadora de serviços de interesse público sujeitas à permissão ou autorização”, conforme o texto da minuta ainda em fase de ajustes. (mais…)

Os piores e melhores investimentos de março

O noticiário recente menos favorável ao governo do presidente Michel Temer, a atividade econômica do país, que iniciou o ano com desempenho pior que o esperado, e o cenário externo pressionaram a renda variável em março. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, cedeu 2,52% no período, guiando os fundos de ações indexados ao pior desempenho no ranking de investimentos de EXAME.com —uma baixa de 2,88%.

Os fundos de ações small caps acompanharam esse movimento e ficaram com o segundo pior desempenho no mês: uma queda de 2,53%. Na ponta oposta, a renda fixa encabeçou a lista das melhores performances. O Tesouro IPCA+ com vencimento em 2019, título público que acompanha a inflação e que é vendido pela plataforma Tesouro Direto, subiu 1,28% no mês.

Já o Tesouro Prefixado com vencimento em 2018 avançou 1,10% e ficou com a segunda colocação entre as maiores altas do ranking em março. Enquanto isso, os fundos cambiais subiram 1,04% no mês, refletindo o salto de 0,62% do dólar no período.

Planejadores financeiros indicam a aplicação em fundos cambiais apenas para pessoas que precisam se proteger da oscilação de moedas estrangeiras. É o caso, por exemplo, de quem vai viajar ao exterior.

Fora dessa circunstância, esse investimento não é recomendado aos pequenos investidores, uma vez que a taxa de câmbio varia muito. Em todos os casos, a orientação é sempre lembrar que a rentabilidade passada não significa garantia de rendimento futuro.

É importante mencionar que o ranking de investimentos considera a rentabilidade bruta das aplicações no mês e em 2017, sem descontar Imposto de Renda. Em aplicações em fundos de ações, há IR de 15%.

Nos fundos de curto prazo, a alíquota é de 22,50% para resgates em até 180 dias e de 20% para resgates depois de 180 dias. Nas demais categorias de fundos (longo prazo), a tributação segue tabela regressiva, em que a alíquota varia entre 15% e 22,5%, conforme o prazo de vencimento.

Os títulos públicos também são tributados pela tabela regressiva de IR. Veja o passo a passo para investir no Tesouro Direto e como escolher a corretora. A poupança não tem cobrança de Imposto de Renda e a aplicação em ouro também é isenta de IR até 20 mil reais.

Fonte: Exame

MP QUE PERMITIRÁ INTERVENÇÃO FEDERAL EM OPERADORAS VALERÁ PARA TODA A INFRAESTRUTURA

O governo prepara uma Medida Provisória para permitir a intervenção em todos os tipos de concessões, autorizações e permissões de infraestrutura. O objetivo é ir além do caso da Oi, operadora de telefonia que está em recuperação judicial, e formatar um texto legal que sirva para todas as áreas.

 

A preocupação, porém, é não passar para o mercado uma imagem intervencionista em um momento em que o governo aposta nos investimentos do setor privado para retomar o crescimento econômico.

 

Fontes do governo informam que a intervenção na Oi só será feita se realmente for necessário. Não seria o caso neste momento, pois os serviços não foram interrompidos e a qualidade não piorou – argumentos que justificariam uma intervenção.

 

Ressaltam também que a publicação da MP não significa que a intervenção será decretada. Como a MP tem força de lei no momento de sua publicação, a ideia é deixar a estrutura legal pronta e “crível”, para o caso de o processo de recuperação judicial não prosperar.

 

A meta é publicar a MP nas próximas semanas, ainda no mês de abril. O desafio, explicaram duas fontes, é construir um texto que autorize a intervenção sem criar problemas para o setor de infraestrutura como um todo – como os setores de energia, transportes rodoviário e ferroviário e aeroportuário, por exemplo.

 

Por isso, uma das possibilidades é deixar claro que a intervenção só poderia ocorrer em “serviços essenciais” para a população – no caso específico de comunicações, telefonia móvel e banda larga.

 

O atual marco de telecomunicações permite a intervenção apenas em concessões, que é regulado por tarifas e é monopolista. O único serviço prestado pela Oi sob esse regime é o de telefonia fixa. A preocupação do governo, porém, é com a continuidade da prestação de serviços de telefonia celular e internet banda larga, prestados sob o regime de autorização, que possui liberdade de preços e concorrência.

 

A MP também modificaria partes da Lei das Falências. Por isso, o trabalho é intenso e envolve integrantes do Ministério da Fazenda, do Planejamento e da Advocacia-Geral da União (AGU), além das áreas mais diretamente envolvidas, como Casa Civil, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações e Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

 

A MP também será mais genérica e menos específica nos detalhes. Na última vez em que o governo interveio em empresas do setor privado, em 2012, uma Medida Provisória foi editada durante a manhã e, à tarde, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) interveio nas distribuidoras do Grupo Rede. Porém, a estrutura legal foi feita de forma tão dirigida para o caso que não serviria para outros setores.

 

Por isso, detalhes como período de intervenção e escolha do interventor não serão fixadas por MP. Esse tipo de decisão sairia por meio de decreto, portaria ou ato administrativo. O objetivo é dar liberdade para que o Executivo possa tomar as medidas necessárias, estabelecendo políticas públicas e diretrizes por atos infralegais.

 

A MP também vai deixar claro a legalidade de multas aplicadas e que ainda não tiveram sua tramitação concluída no âmbito administrativo poderem ser substituídas por investimentos. A Anatel e a Aneel já firmaram Termos de Ajustamento de Conduta (TAC) com algumas empresas, mas as cláusulas têm sido questionadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

 

Quanto aos créditos já constituídos, que já tiveram sua tramitação encerrada na esfera administrativa, não será possível transformá-los em TAC. Por outro lado, o governo vai ampliar o prazo de pagamento, hoje fixado em, no máximo, 60 meses. Não haverá desconto, mas poderá haver alívio na cobrança dos juros.

 

Fonte: Agência Estado (Anne Warth)